3 filmes da Geração Beat para te inspirar a escrever

A desinibida geração beat foi…sinceramente, antes de eu falar qualquer coisa, melhor você ler o que um deles disse, quando perguntado sobre:

There’s no beat generation, just a bunch of guys trying to get published.”

“Não existe geração beat, só alguns caras tentando ter seus livros publicados.”

– Allen Ginsberg

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Eles emergem no período pós-guerra nos Estados Unidos, na década de 50, e se tornam a semente a partir da qual brota o que é hoje reconhecido como “contracultura”.

Todos com estilos diferentes, porém, conectados por uma incontestável necessidade talvez fisiológica de escrever – de expressar através de uma escrita intensa, crítica, poética, extremamente lisérgica e inspirada por jazz e outras drogas.

1) Howl (Uivo) – Allen Ginsberg

O filme se desdobra em duas linhas paralelas, alternando entre a recitação desse poema genial que dá nome para o longa e um julgamento (que de fato aconteceu) sobre a “validade literária” do livro “Howl and other poems” (“Uivo e outros poemas”), escrito por Allen Ginsberg, que aqui é interpretado por James Franco.

Obs.: só a recitação do poema, aliada a uma intensa representação ilustrativa (animação), já vale o tempo investido nesse filme.

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2) On the Road (Na estrada) – Jack Kerouac

O filme se baseia no livro de mesmo nome, escrito por Jack Kerouac – que é talvez a figura que se tornou mais conhecida dentre aqueles conhecidos como “beats”.

Um fato curioso, essa narrativa frenética foi atravessada na máquina de escrever durante 14 horas seguidas, criando um rolo enorme que depois foi entregue aos editores. Mas vários cortes e pontuações foram exigidas para que fosse publicado, limitando um pouco (ou muito) da natureza musicada de sua escrita. A simples tradução também perde um pouco, mas ainda assim o filme e o livro valem muito.

Além de tudo isso, essa obra influenciou milhares de jovens a saírem de suas casas, viajarem pelo país, escreverem, tocarem e pintarem suas experiências subjetivas no “canvas” do mundo.

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3) Naked Lunch (Almoço Nu) – William S. Burroughs

Talvez entre todos eles, o mais confortável com a loucura – além de extremamente peculiar e talentoso. Burroughs escreve “Naked Lunch” (“Almoço Nu”), que é minimamente metade ficção e metade alucinação, e uma obra definitivamente estranha. Mas creio ser válido para aqueles que estão mais perto do extremo do espectro de insanidade, ou fascinados pela escrita beat.

Autor: Rafael Jordão.

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