Sobre caminhos e escolhas.

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Ele não suportava mais respirar o mesmo ar daquela sociedade vazia e contraditória, não achava ninguém interessante e ele mesmo também não se sentia importante. Ele via as pessoas caminhando para o colapso e para o abismo com suas atividades mecânicas. Seus amigos, que não eram muitos, achavam que ele estava com depressão ou que se tratava apenas da ausência de sexo. Seu jeito discreto o tornava misterioso. Não era um garoto de muitas palavras, não falava sobre seus pais, irmãos ou qualquer outro membro familiar. Ele era solitário por escolha. Inteligente, falava vários idiomas, mas isso não o deixava egoísta. Ele se enxergava como o filho de Zaratustra. Se colocava além da humanidade. Quase todos que o conhecia, o tinham como louco, mas ele não se ofendia, pois orgulhava-se de não ser nada parecido com o espírito de sua época.Tinha uns ataques de risos que ninguém entendia. Finalmente um dia ele resolveu mudar de país e conhecer o novo.
Era um caminho difícil, ele não sabia exatamente o que queria fazer, mas ainda assim continuou o percurso em busca do seu próprio ser, mesmo sabendo que poderia quebrar a cara novamente.

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Texto: Do Novo Caminho

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Autor: Wanderson Dutch