“realidade”

Nós, como indivíduos e sociedade, somos ainda – e minimamente em
parte -, incapazes de admitir que não sabemos o suficiente.

Que nossa concepção do mundo é extremamente restrita e
necessariamente limitada.

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Que qualquer religião ou ideologia ou filosofia ou ciência é
inevitavelmente inapta para tornar conhecida a totalidade do que constitui
o que gostamos de chamar de “realidade”.

Nós não estamos realmente cientes da finitude da nossa capacidade de
entender o que está acontecendo; de que “conceber”, em si, é “dar forma”
– é tornar finito -, e que nem tudo caberá nos “moldes” que somos capazes
de digerir, consciente, intelectual e racionalmente.

E – me atrevo a dizer que – até mesmo a arte mais subjetiva não será capaz de comunicar o que não tem como ser envolvido, delimitado, contornado, feito finito. Pois o que não cabe na forma (humanamente inteligível) não será compreendido mesmo que detectado pela mais alta tecnologia
cuidadosamente orientada pelo mais processual método científico.

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Admite: nós não teremos a palavra final.

Depois que você fizer isso, a gente pode começar a conversar sobre “tudo
isso que está acontecendo”, sobre como vemos, interpretamos, sentimos
e abordamos, o que insistentemente chamamos de “realidade”; a nossa
experiência enquanto indivíduos aqui.

Carlos Castañeda

“A primeira verdade é que o mundo é como parece, e entretanto não é. Não é tão sólido e real como nossa percepção foi levada a crer, mas também não é uma miragem. O mundo é uma ilusão, como tem sido dito; ele é real por um lado, e irreal por outro. Preste muita atenção nisso, pois isso deve ser compreendido, e não simplesmente aceito. Nós percebemos. Isto é um fato concreto. Mas o que percebemos não é um fato concreto, porque aprendemos o que perceber.”.

Observação útil

supera… “a realidade” não tá nem aí pro que você é capaz de processar.

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por Rafael Jordão.