duas metáforas pra você descobrir se está preso dentro da própria cabeça

Duas reflexões rápidas para você descobrir se está preso dentro da sua própria cabeça.

Abismo

Quando você mergulha na real profundidade de algumas ideias, concepções e perspectivas – através dos mais diferentes aspectos e das incontáveis camadas que a experiência humana abarca – duas coisas acontecem:

Primeiro você fica literalmente sem ar – e, não, isso não é um exagero;

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Segundo, você vê algo que pouquíssimos indivíduos foram capazes e tiveram a oportunidade de vislumbrar.

Agora, o perigo que jaz implícito nesse mergulho, é que você pode ficar tão fascinado (curioso e aterrorizado) com o que vê ali, que você não sabe se quer (ou se consegue) voltar. E essa mera indecisão já é mais do que suficiente para te sufocar.

Porém, existe uma outra opção, que tem como pré-requisito quase que um surto de consciência e subsequente misto de coragem e loucura: você sobe, pega mais ar e mergulha de novo. E de novo. E de novo.

Quando você repete esse processo em diferentes águas: mares, rios, lagos, poços e oceanos; você começa a ver cada, aparentemente pequeno, aspecto da sua experiência com gigantesca profundidade – a superfície ainda está ali, ela tem o seu lugar, mas não está mais desassociada das profundezas, senão no olhar inocente daqueles que nunca se aventuraram no abismo humano… e voltaram.

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Mas eu amo essa casa!

– Eu amo essa casa, quero morar nela pra sempre!
– Engraçado você dizer isso. Porque o todo que você está chamando de casa, tudo que conheceu até agora, é somente um de seus quartos.

Analogia: “a casa” é um dos símbolos mais recorrentes para representar a psiquê humana; a personalidade; e a estrutura psicológica por meio da qual você vê e lida com “o mundo”;

Do mesmo jeito que “um rio não é uma de suas curvas“, e que um cômodo de uma casa – obviamente – não é a casa toda, o que eu conheço hoje como “quem eu sou”, é só parte desse processo que reconheço como “eu” (“rafael”, no meu caso).

“Quem eu sou”, visto a partir desse rafael de 27 anos, é só mais uma das curvas do rio; alguém que conheceu alguns cômodos da casa – e, definitivamente, não sua integralidade.

Obs.: nada é tão absurdamente profundo na experiência humana, quanto “nós mesmos”.

Fica aqui um convite para mergulharmos e desbravarmos corajosamente essa experiência que vivenciamos enquanto indivíduos aqui.

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Filmes para mergulhar na psique humana.

Autor: Rafael Jordão.